Tendências Tecnológicas para Descarbonização

Os desafios e oportunidades na implementação da Eletrificação e da Inteligência Artificial no setor de mobilidade
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Na transição energética de baixo carbono surgem inúmeros desafios e vantagens no planejamento do setor de transporte rodoviário no Brasil e no mundo. O plano industrial de longo prazo, ROTA 2030, agora chamado, Programa MOVER, prestes a iniciar a sua segunda fase de atuação, foi criado no ano de 2017 para a melhoria constante da Mobilidade Urbana Sustentável, qualificando e facilitando a locomoção e logística, tornando-a mais fluida e controlada, atendendo à toda a cadeia de valor do setor.

A seguir, comentamos sobre os desafios de implementação de duas principais tendências tecnológicas para a descarbonização no setor automotivo: Eletrificação e Inteligência Artificial. Lembrando que estes desafios são oportunidades de inovação na cadeia de valor do setor.

 

Tendência tecnológica: Eletrificação

Notoriamente, a Mobilidade Urbana Sustentável está caminhando rumo à eletromobilidade, isto é, à eletrificação veicular, com o objetivo de atender a demanda obrigatória da descarbonização e eficiência energética, fazendo parte de uma solução ambiental.

A eletrificação, liderando essa transição energética, tem como vantagens a alta eficiência energética dos novos motores, a sustentabilidade a partir da redução de emissões do dióxido de carbono (CO2), baixos custos de abastecimento e manutenção, além de menor poluição sonora. Tudo isso sem contar os incentivos fiscais do governo a este tipo de veículo, que passou a considerar o que é emitido em termos de gases do efeito estufa (GEEs), desde a produção da fonte de energia, isto é, do “Poço a Roda”, em oposição do que era anteriormente considerado, denominado “Tanque a roda”.

Conheça mais sobre o conceito “do Poço à Roda” e a importância na nova etapa do Rota 2030.

A cadeia do setor automotivo é longa e isso se reflete na geração de empregos, no movimento das atividades da indústria de transformação e de outros setores como os eletroeletrônicos, fontes de energias renováveis, de serviços, podendo ser ainda mais impactada diante das novas exigências de níveis de emissões do Programa MOVER.

 

Desafios da eletrificação

Quanto aos principais desafios, caberá aos fabricantes e fornecedores realizarem estudos para definição das melhores tecnologias em termos de eficiência, com aplicação de módulos reduzidos, leves, com baixo custo e maior autonomia, dentro de uma diversidade de portifólios de produtos: Veículos 100% elétricos, híbridos plug-in ou não, com células de combustível utilizando o hidrogênio através da eletrólise, juntamente com a composição do conjunto de baterias. Só assim, haverá subsídios para que seja realmente uma transição energética robusta, eficiente e sustentável, considerando também o fornecimento de energia limpa e renovável.

A autonomia de energia em um país de dimensões continentais, tem relevante entrave, bem como o tempo de espera para o seu recarregamento. A infraestrutura de recarga, na sua maioria formada por eletropostos importados, ainda é precária e não confiável quanto à localização, atendendo apenas aos centros urbanos e principais rodovias. A intenção é de se criar corredores de mobilidade elétrica ativos, com uma gama de serviços e desenvolvimento de novos negócios, retribuindo ao consumidor seu investimento inicial.

Neste processo atual de transição, a matriz energética em vários setores sofrerá transformações a partir da utilização de fontes limpas renováveis e da expectativa de novas políticas de incentivos à eletrificação dos transportes, acelerando a adoção das tendências tecnológicas acima descritas, sendo sua disseminação implementada de forma significativa.

Devido à sua transversalidade, a mobilidade elétrica requisita a participação de toda a cadeia de valor envolvida, desde as montadoras de veículos até o usuário final das soluções, como protagonistas na gestão de integração do desenvolvimento tecnológico e de políticas públicas, com ações regulatórias nos vários setores envolvidos, levando a diferentes expectativas de resultados, em curto, médio e longo prazo. Deve ser assistida por vários setores da indústria e de órgãos certificadores, além de agentes de fomentos e fundos de investimento.

 

Tendência tecnológica: Inteligência Artificial

Outro desafio muito relevante, refere-se à implementação de uma infraestrutura de recarga mais robusta e confiável, utilizando principalmente a crescente influência da Inteligência Artificial (IA) na interdependência da comunicação e segurança de cada um dos novos produtos e processos, a fim de garantir sustentação econômica e ambiental obrigatória, atendendo a integração destas novas tendências tecnológicas.   

A implementação da Inteligência Artificial (IA) nesse ecossistema automotivo influenciará substantivamente a mobilidade urbana sustentável, no sentido de acelerar com segurança e assertividade essa nova etapa de transferência energética, focando os benefícios em prol do meio ambiente, melhorando assim a qualidade de vida de toda a população, se tornando rapidamente, parte integrante do desenvolvimento, produção e gestão da frota veicular do país.

 

Desafios da IA no setor

O desenvolvimento de projetos para nacionalização de novos produtos e componentes veiculares, bem como de novos processos produtivos, deve se apoiar em parcerias com as universidades, centros de pesquisa, startups e prestadores de serviços, através de redes de inovação. A redução da dependência de produtos e tecnologias importadas, incluindo aquelas relacionadas à infraestrutura de recarga, deverá provocar a redução de custos em toda a cadeia envolvida.

Com isso, as novas tecnologias desenvolvidas em sistemas avançados de assistência ao condutor, a preocupação com a segurança e privacidade dos dados, principalmente com a entrada de modelos de linguagem como o CHAT GPT-4, da OPEN AI, para alcançar um novo estado da arte na resolução de problemas matemáticos, recompensando cada etapa de raciocínio na supervisão de processos, aumentando o desempenho em relação aos alinhamentos de resultados.

 

Outros desafios que o setor enfrentará

Além das soluções digitais, inovações nos materiais das peças, utilizando matérias primas “verdes” e recicladas, atinge também os processos de armazenamento de energia, otimizando a eficiência das baterias com economia e baixa densidade, estudando a melhor solução na sua concepção química, a fim de otimizar a vida útil, os ciclos de vida, a expansão volumétrica e faixas de temperatura.

No segmento de autopeças, além da venda para as montadoras e mercado de reposição, a exportação também influi no crescimento e modernização dos componentes, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico de toda a cadeia automotiva, bem como para a indústria nacional.

Pressões por mudanças ambientais devem continuar estimulando investimentos em P&D e a criação de um mercado de massa, pressionando para baixo os custos de toda a cadeia envolvida com componentes e equipamentos necessários, mantendo a sustentabilidade da mobilidade urbana.

Tendo em vista, todos esses desafios e oportunidades, as empresas precisam ter uma clara estratégia de fomento de baixo carbono, buscando todas as oportunidades de fomento nacionais e internacionais para impulsionar seu portfólio de projetos de curto e longo prazo.

Atuando próxima às outras unidades do grupo, a Abgi Brasil junto à Absiskey se estruturou para apoiar as empresas nestes novos desafios. Confira mais sobre este tema em Financiamento Climático para Descarbonização

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