O Programa Rota 2030 (substituído pelo Programa MOVER) foi uma das principais políticas públicas voltadas ao fortalecimento da competitividade e da inovação no setor automotivo brasileiro. Estruturado em três pilares, o programa estimulou investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), ampliou a eficiência produtiva e fomentou tecnologias estratégicas para a mobilidade do futuro.
Dentro desse contexto, o Pilar 3 – Regime Tributário de Autopeças não Produzidas desempenhou um papel relevante ao direcionar recursos para projetos de inovação no setor automotivo e em toda a sua cadeia produtiva. Neste artigo, apresentamos os resultados consolidados desse pilar e a distribuição dos recursos entre as instituições coordenadoras responsáveis pela gestão dos projetos.
Pilar 3 do Rota 2030 e o incentivo à inovação no setor automotivo
O Pilar 3 do Rota 2030 foi criado para estimular investimentos em PD&I no setor automotivo por meio de um mecanismo tributário específico. As empresas participantes obtiveram isenção de 2% do imposto de importação sobre autopeças não produzidas no país, desde que realizem dispêndios equivalentes em programas prioritários de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Na prática, o valor que seria recolhido como imposto é direcionado para instituições coordenadoras responsáveis por estruturar e gerir projetos prioritários estratégicos para o setor automotivo. Esse modelo criou um ciclo virtuoso: ao mesmo tempo em que as empresas mantêm sua competitividade produtiva, os recursos são reinvestidos em inovação tecnológica.
Além do aporte proveniente da isenção tributária, os projetos podem contar com contrapartidas financeiras das próprias empresas participantes. Esse arranjo fortalece a colaboração entre indústria, centros de pesquisa e instituições de fomento, ampliando o impacto dos investimentos em inovação.
Distribuição dos recursos entre as coordenadoras
Os recursos provenientes do Pilar 3 são administrados por instituições responsáveis por selecionar, estruturar e acompanhar os projetos de PD&I. Entre as principais coordenadoras estão EMBRAPII, FINEP, FUNDEP e SENAI, que atuam como intermediárias entre as empresas do setor automotivo e os ecossistemas de inovação.
Cada uma dessas instituições desempenhou um papel estratégico na articulação de projetos, na mobilização de competências tecnológicas e na execução das iniciativas financiadas. Por meio dessa governança, os recursos do programa são direcionados para projetos que contribuem para o avanço tecnológico do setor automotivo brasileiro, incluindo desenvolvimento de novos materiais, tecnologias de mobilidade, digitalização industrial e soluções voltadas à sustentabilidade.
Resultados consolidados do Pilar 3
A equipe da ABGi Brasil realizou um levantamento com os resultados consolidados das coordenadoras responsáveis pela gestão dos recursos do Pilar 3. A análise reúne informações sobre a quantidade de projetos apoiados, valor captado, número de empresa em projetos e participação das coordenadoras.
Esses dados evidenciam o alcance do programa e o impacto dos investimentos em PD&I no setor automotivo. Ao conectar empresas, centros de pesquisa e instituições de fomento, o Pilar 3 contribuiu para acelerar o desenvolvimento tecnológico e fortalecer a competitividade da indústria automotiva nacional.
Para visualizar esses resultados de forma clara e objetiva, confira o infográfico preparado pela equipe da ABGi com a consolidação dos dados das coordenadoras EMBRAPII, FINEP, FUNDEP e SENAI.
Jornada de inovação do setor automotivo
A ABGi Brasil apoia empresas em todas as etapas desse processo, desde a identificação de oportunidades e enquadramento em programas de incentivo, assim como na estratégia de otimização dos investimentos em PD&I e descarbonização.
Se sua empresa busca potencializar investimentos em inovação e acessar instrumentos estratégicos para o setor automotivo, entre em contato com nossos especialistas no setor de mobilidade e descubra como podemos apoiar sua estratégia de crescimento tecnológico.









