Pesquisa que tem Anpei como fonte indica que Lei do Bem aumenta em 33% a rentabilidade das empresas

Estudo mostra impacto positivo da Lei do Bem no desempenho financeiro das empresas
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A Lei do Bem tem provocado resultados efetivos no desempenho financeiro das empresas. É o que mostra o estudo dos pesquisadores Sigrid Kersting Chaves, da Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre – RS, e Cristiano Machado Costa, da Unisinos – RS, que analisaram o balanço de 173 empresas de capital aberto, de 18 setores, participantes e não participantes da Lei do Bem.

O estudo “O impacto da Lei do Bem sobre o desempenho financeiro de empresas de capital aberto” utilizou como fonte o “Guia Prático de Apoio à Inovação”, lançado em 2010 pela Anpei.

O trabalho buscou entender a efetividade da Lei do Bem quanto à rentabilidade de empresas de capital aberto incentivadas de 2006 a 2012.

As análises, a partir de regressões econométricas e dados em painel, sugerem que a rentabilidade das empresas incentivadas pela Lei do Bem é superior em, no mínimo, 1,65 pontos percentuais (p.p) para cada ano do incentivo. “Trata-se de um resultado expressivo, tendo em vista que a média da rentabilidade das empresas da amostra é de 4,9%. Assim, 1,65 p.p para cada ano de benefício significa um aumento de 33% da rentabilidade pelo fato de ser incentivada pela Lei do Bem”, explica a pesquisadora Sigrid Chaves.

De acordo com os pesquisados, este resultado revela que o incentivo fiscal gera resultados positivos no desempenho financeiro das empresas, lembrando que esta rentabilidade impacta não só o aumento das vantagens competitivas da empresa perante o mercado, mas também o desenvolvimento econômico do país. “A atividade de pesquisa e desenvolvimento (P&D) é crucial, tanto para um único setor, quanto para a economia como um todo. Assim, esse tema tem se mostrado essencial, não só para a promoção do desenvolvimento econômico e social das nações, mas também para as empresas se diferenciarem perante as demais”, diz Sigrid.

Guia introdutório Lei do Bem

Dados do último Relatório Anual do, então, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), atual Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), divulgado em janeiro de 2016 (MCTI, 2016), revelam que apenas 977 empresas utilizaram o incentivo fiscal da Lei do Bem em 2013. Segundo a análise dos pesquisadores, este número (2,12%) está aquém das 45.950 empresas consideradas inovadoras pela última Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec), que cobriu o triênio de 2009 a 2011. “Considerando que os benefícios da Lei do Bem não demandam autorização prévia, o número de companhias que os utilizam deveria ser mais próximo do próprio número de empresas que desenvolvem atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I), conforme a Pintec, lembrando que apenas as empresas de Lucro Real podem se beneficiar, o número de empresas incentivadas é aquém do total de empresas que calculam seu IRPJ e CSLL no Brasil, que é de aproximadamente 150 mil empresas”, concluem os autores.

Fonte: Anpei

 

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