O que é inovação?

Entenda o conceito de inovação para diferentes instituições e porque alinhar suas iniciativas ao apoio disponível pode transformar negócios.
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Time multidisciplinar especializado em estratégia e fomento para inovação, implementando projetos com resultados para o crescimento da sua organização.

Inovação é muito mais do que buzzword. É um pilar fundamental para organizações que desejam crescer, se diferenciar e conquistar novos mercados. Além disso, existem diversos dados e estudos que confirmam o impacto da inovação para o desenvolvimento econômico do país, influenciando diretamente o PIB, a infraestrutura local, a qualificação profissional e fortalecimento dos setores estratégicos.

Neste artigo, vamos ir além do básico e explorar a definição de inovação de acordo com diversas fontes confiáveis, e principalmente, explicitar a diferença entre inovação ampla e inovação tecnológica.

Origem e evolução do conceito de inovação

Apesar da origem certa ser desconhecida, a ideia de inovação não é recente. Desde o século XVIII, economistas como Adam Smith já discutiam relação entre acumulação de capital e a tecnologia de manufatura, examinando conceitos relacionados à mudança tecnológica, divisão do trabalho e competição.

No entanto, foi no século XX que Joseph Schumpeter consolidou o conceito com sua teoria do desenvolvimento econômico e destacou o papel das empresas e dos empreendedores. Schumpeter abordou os aspectos técnicos, mercadológicos e organizacionais. De acordo com essa teoria, existem cinco tipos de inovação:

  1. Introdução de um novo bem;
  2. Introdução de um novo método;
  3. Abertura de um novo mercado;
  4. Conquista de uma nova fonte de matéria-prima; e
  5. O aparecimento de uma nova estrutura de organização.

 

A teoria de Schumpeter sustenta a inovação como motor do progresso capitalista, onde constantemente novas tecnologias, produtos e empresas substituem os antigos — o que ele chamou de “destruição criativa”. Suas ideias focavam especialmente as inovações radicais, aquelas com grande impacto no mercado e na economia.

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Definições atuais de inovação

Embora a teoria seja clara, aplicar esses conceitos no dia a dia das empresas exige entendimento prático. Nick Baldwin (2003) define que “inovação é a exploração com sucesso de novas ideias”, algo que resume bem o objetivo final: transformar ideias em valor real.

No contexto empresarial moderno, há fontes de conceitos mais utilizadas como a do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que elaborou o Manual de Frascati e o Manual de Oslo. A seguir vamos explorar cada um.

Conceito de inovação da OCDE

A OCDE define que “inovações tecnológicas de produto e de processo (TPP) compreendem a implementação de produtos e de processos tecnologicamente novos e a realização de melhoramentos tecnológicos significativos em produtos e processos. Uma inovação TPP foi implementada se ela foi introduzida no mercado (inovação de produto) ou usada em um processo de produção (inovação de processo).”

O Manual de Frascati, define especificamente o que é a inovação tecnológica como conjunto de diligências científicas, tecnológicas, organizacionais, financeiras e comerciais, incluindo o investimento em novos conhecimentos, que realizam ou destinam-se a levar à realização de produtos e processos tecnologicamente novos e melhores.

Já o Manual de Oslo expandiu esse conceito incluindo inovações nos métodos de marketing e organizacionais, ampliando o leque de possibilidades para as empresas, sendo então: “implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente melhorado, ou um processo, ou um novo método de marketing, ou um novo método organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações externas”.

Leia também Inovação de Produto x Inovação de Processo

Conceitos de inovação utilizados no Brasil

No Brasil, o IBGE, através da Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec), define inovação de produto ou processo como “introdução de um produto (bem ou serviço) novo ou substancialmente aprimorado ou pela introdução de um processo produtivo novo ou substancialmente aprimorado na empresa. A inovação pode ter sido desenvolvida pela empresa ou ter sido adquirida de outra empresa/instituição que a desenvolveu.”

E de acordo com a Lei de Inovação (Lei nº. 10.973/2004), inovação tecnológica consiste na “introdução de novidade ou aperfeiçoamento no ambiente produtivo e social que resulte em novos produtos, serviços ou processos ou que compreenda a agregação de novas funcionalidades ou características a produto, serviço ou processo já existente que possa resultar em melhorias e em efetivo ganho de qualidade ou desempenho”.

É importante lembrar que essas três fontes — Manual de Frascatti, Manual de Oslo e PINTEC — são referências para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e os principais órgãos de fomento brasileiros.

Inovação segundo os órgãos de fomento

Existem diversos órgãos e agências que destinam recursos diretamente em empresas que desejam inovar ao investir no desenvolvimento de novos ou aprimoramento de produtos, serviços e processos. Por isso, é importante que os empreendedores e gestores conheçam qual conceito de inovação esses órgãos adotam.

É importante ressaltar que nem todos os instrumentos do Mapa de Fomento à Inovação e ESG no Brasil apoiam os mesmos tipos de inovação. Enquanto alguns focam apenas em inovação tecnológica de produto e processo, outros aceitam também inovações organizacionais, de modelo de negócios e estratégias de marketing. Logo, conhecer essas diferenças é essencial para garantir a aprovação de projetos em editais e programas de incentivo.

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) apoia projetos que tragam características inovadoras ao mercado, exigindo que os resultados sejam novos ou substancialmente melhorados em relação aos concorrentes.

Já o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio de sua Política de Inovação, considera tanto inovações radicais quanto incrementais, abrangendo também áreas como marketing, desde que promovam mudanças significativas na comercialização, canais ou promoção.

Inovação para a Lei do Bem

A Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005) é o principal incentivo fiscal multissetorial do Brasil. Essa legislação é crucial para empresas que buscam benefícios fiscais ao investir em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Para aproveitar esses incentivos, é necessário que o projeto esteja alinhado ao conceito de inovação das diretrizes legais.

A lei apoia apenas atividades classificadas como inovação tecnológica, definida como “a concepção de novo produto ou processo de fabricação, bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou processo que implique em melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade, resultando maior competitividade no mercado”. Isso exclui, por exemplo, inovações puramente organizacionais ou de marketing.

Como inovar

Inovação é uma ferramenta poderosa para empresas que querem se manter relevantes e competitivas em um cenário econômico dinâmico. Entender seus conceitos e tipos é o primeiro passo para construir uma estratégia sólida e sustentável, e em seguida implementar um Sistema de Gestão da Inovação, construir uma área, estruturar um portfólio de projetos e acelerá-los com recursos externos.

 

Que tal dar o próximo passo? Com o suporte certo, é possível transformar seu negócio, além de aproveitar ao máximo os incentivos e oportunidades de fomento. A ABGi Brasil é o seu parceiro ideal para estratégia, inovação, eficiência e gestão de recursos para inovação.

A ABGI possui uma série de soluções que vão desde workshop de sensibilização e capacitação, até estudos, ferramentas e apoio no acesso a recursos financeiros que ajudam as organizações a implementarem inciativas com resultados.

Conteúdo atualizado em 18/06/2025

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