Fomento à inovação: perspectivas e direcionadores

Relatório analisa como o fomento à inovação deve evoluir em 2026, quais direcionadores para desenhar a estratégia de investimento da sua organização
Foto de Franciele Oliveira

Franciele Oliveira

Graduada em Ciências Biológicas com ênfase em Biotecnologia pela Unesp. Possui mais de 10 anos de experiência em PD&I e PI. Na Abgi, atua na estratégia de captação de recursos e incentivos fiscais.

O Fomento à Inovação vem deixando de ser um tema “pontual”, restrito à busca por um edital específico, e se consolidando como um componente estratégico da competitividade, especialmente, quando conectado à agenda ESG.

Levando em consideração os desafios que as empresas devem enfrentar, a equipe de estudos estratégicos da ABGi, elaborou o relatório Funding Insight, um relatório com análise de cenários para te ajudar a navegar no ecossistema de Fomento à Inovação em 2026.

Para obter sucesso com o fomento, não basta conhecer os mecanismos disponíveis, é preciso entender o cenário que moldou 2025, as condições macroeconômicas que afetam o custo de capital e, principalmente, os direcionadores que influenciarão as inciativas públicas.

Neste artigo, sintetizamos os principais aprendizados e como as empresas podem se preparar para acessar recursos de forma mais consistente, com governança, dados e estratégia.

2025 em destaque

O ano reforçou que transformação digital e a transição sustentável como as áreas mais fomentadas pelos órgãos de fomento, logo, maior disponibilidade de recursos, porém maior concorrência.

Analisamos as principais agências de fomento de forma individual, com isso, observamos uma diversidade maior de instrumentos cobrindo empresas de todos os portes com recursos reembolsáveis e não reembolsáveis, com valores próximos ao ano anterior. Os clientes da ABGi Brasil têm acesso ao relatório completo, mas você pode conferir um resumo do Funding Insight agora.

fomento 2025

Outro destaque importante foi a aprovação da Lei da Reciclagem, que também contou com apoio de editais de fomento de órgãos parceiros. O primeiro ciclo alcançou 952 projetos submetidos em diversas temáticas, em 26 estados, totalizando R$ 2,2 bilhões em investimentos solicitados.

Análise macroeconômica

Um dos pontos que mais influencia o ritmo do investimento em inovação é o custo de capital. Indicadores e taxas de referência impactam desde o planejamento de desembolsos até a atratividade relativa entre instrumentos reembolsáveis e não reembolsáveis.

Atividade econômica em ascensão ao longo de 2025 e controle da inflação garantiram bons indicadores ao país. Porém, a trajetória dos juros foi de endurecimento, com a SELIC voltando a patamares elevados e chegando a 15%, o que manteve o crédito caro.

Com isso, as taxas de juros praticas pelos órgãos de fomento também oscilaram e permaneceram em patamares elevados, o que limita a ampliação de investimentos em atividades de inovação. Confira também a análise das novas condições da FINEP para entender o impacto dessa mudança.

O que esperar de 2026: perspectivas para empresas inovadoras

Para 2026, as perspectivas para apoio direto apontam para um ambiente de maior tração orçamentária e elevada competição, em parte associado ao caráter eleitoral do ano, ao amadurecimento da Nova Indústria Brasil e à sinalização de novos instrumentos e reaberturas de linhas.

Há expectativa de continuidade das subvenções em formato semelhante ao observado nos ciclos anteriores, porém com prazos mais definidos para contratação, o que pode reduzir incertezas, ainda que permaneçam potenciais restrições operacionais na implementação.

Logo, o cenário de 2026 tenderá a favorecer empresas que conseguem transformar estratégia em execução, conectando:

  • Visão clara de onde querem competir.
  • Portfólio equilibrado entre eficiência, novos produtos/serviços e agendas ESG.
  • Pipeline de projetos pronto para diferentes formatos de fomento, conforme o momento e o objetivo.

Como estruturar um processo de fomento em 2026

Para que o Fomento à Inovação funcione como alavanca, a empresa precisa tratar o tema como sistema, isso envolve:

  • governança (papéis, ritos de decisão, critérios)
  • gestão de projetos e portfólio (priorização e equilíbrio)
  • inteligência competitiva (monitoramento contínuo de oportunidades)
  • dados (organização, rastreabilidade e evidências)

Quando esses elementos se conectam, a empresa deixa de “correr atrás de editais”, reduz retrabalho, ganha previsibilidade e melhora a taxa de sucesso.

Transforme fomento em estratégia

O cenário apontado pelo Funding Insight reforça um ponto central: em 2026, o fomento à inovação vai a premiar empresas que operam com clareza, com processos e que sabem converter oportunidades em contratos.

Se a sua empresa quer revisar sua estratégia de captação e elevar a maturidade da gestão de inovação e do fomento, a ABGi pode apoiar com estratégia de fomento, execução ponta a ponta, e principalmente, com novas soluções digitais com IA para agilizar processos e apoiar a decisão.

Essa forma sistêmica de atuação já apoiou o diversos clientes como a Klabin, AMG, Siemens Energy e muitas outros casos de sucesso. Entre em contato com a ABGi Brasil para aprofundar a leitura do cenário e desenhar um plano prático de Fomento à Inovação alinhado às prioridades do seu setor e às metas da sua organização.

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