Gestão estratégica: etapas para gerir melhor os recursos

Entenda como a gestão estratégica de recursos à inovação (GERI) ajuda sua empresa a captar mais fomento, do diagnóstico à execução.
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Flávia Paixão

Graduada em Administração pela PUC Minas e Gerenciamento de projetos pelo IETEC. Na ABGi, é responsável pelo desenvolvimento de metodologias e processos com foco em qualidade e eficiência.

Entre os principais desafios dos gestores de inovação, buscar recursos financeiros que reduzam os custos e os riscos dos projetos costuma ser um dos mais difíceis de superar, e é exatamente aí que a gestão estratégica dos recursos à inovação faz diferença.

No Mapa de Fomento à Inovação, a ABGi reúne todas as modalidades de fomento disponíveis para projetos de inovação e impacto, mas identificar qual recurso é o mais adequado ao contexto de cada empresa e de cada projeto continua sendo um grande desafio para boa parte do mercado.

Foi para resolver justamente esse problema que a ABGi desenvolveu uma metodologia própria batizada de GERI (Gestão Estratégica de Recursos à Inovação) que ajuda as empresas a decidir qual recurso captar para cada programa ou projeto, inclusive quando a inovação acontece em estruturas espalhadas por diferentes países.

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As duas fases da gestão estratégica de recursos à inovação

A gestão estratégica de recursos à inovação se apoia em duas fases principais, o diagnóstico e a execução, que se conectam e podem ser aplicadas de acordo com o contexto de cada empresa.

O diagnóstico é o momento em que a empresa entende como está posicionada no ecossistema de inovação, visualiza onde a inovação acontece em suas iniciativas e identifica quais oportunidades de fomento são mais aderentes ao seu portfólio de projetos.

Já a execução é a etapa em que a empresa constrói de fato sua estratégia de gestão de recursos, elabora um ranking do potencial de inovação de seus projetos e faz o cruzamento com as oportunidades disponíveis, o que a ABGi chama de Mix de Fomento ou Plano de Alavancagem, já que um mesmo projeto pode ser viabilizado por mais de uma fonte de financiamento.

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Os três pilares do diagnóstico

Para que o diagnóstico seja robusto e completo, a gestão estratégica avalia três pilares centrais: ecossistema de inovação, oportunidades, capacidade de inovação.

O primeiro é o ecossistema de inovação, no qual se analisam estrutura, competências, parcerias e redes, entendendo se a infraestrutura da empresa é suficiente para desenvolver seus projetos e com quais órgãos e instituições de fomento ela já se conecta.

O segundo pilar são as oportunidades existentes, ou seja, o levantamento dos incentivos e linhas de financiamento disponíveis no âmbito nacional e internacional, considerando que a origem do recurso não precisa ser exclusivamente da empresa, já que é possível compartilhar o investimento com agentes públicos e privados interessados no resultado da pesquisa.

O terceiro pilar é a própria inovação da empresa, avaliada a partir das áreas, dos processos e dos recursos envolvidos, já que a inovação raramente se restringe apenas à área de P&D e por isso exige uma visão ampla de todo o portfólio de projetos.

Da execução ao financiamento do projeto de inovação

Com o diagnóstico concluído, a fase de execução transforma esse conhecimento em estratégia, permitindo identificar o potencial de inovação de cada projeto, montar um ranking que aponta quais iniciativas têm maior chance de captar recursos e cruzar essas informações com as oportunidades de fomento mais aderentes.

Esse cruzamento resulta no mix de fomento, que dá à empresa uma visão ampla das possibilidades de financiamento para cada projeto e reduz a dependência de uma única fonte de recursos, tornando a atuação da empresa mais previsível e, de fato, mais estratégica.

Temos um webinar completo detalhando estas etapas: Gestão Estratégica dos Recursos para a Inovação.

As fases de maturidade na gestão estratégica de recursos

Com base em sua experiência apoiando empresas de diversos setores, a ABGi identificou que a maturidade na gestão estratégica de recursos à inovação costuma passar por três fases: operacional, estrutural e estratégica.

Cada fase revela um nível diferente de organização interna e de relacionamento com os agentes de fomento, e a evolução entre elas acontece à medida que a empresa acumula experiência na captação de recursos.

Aprofunde neste tema no artigo: Fases de maturidade do fomento.

Fase operacional

Na fase operacional, a empresa até demonstra interesse em captar recursos, sobretudo os não reembolsáveis, mas ainda não possui um processo estruturado para viabilizar essa captação, o que faz com que ela atue de forma pontual e reativa diante das chamadas públicas disponíveis.

Sem uma equipe capacitada nem uma estrutura dedicada ao tema, os projetos submetidos a esses editais tendem a não refletir de forma consolidada a real agenda de inovação da empresa, o que compromete a competitividade obtida com o uso dos recursos.

Fase estrutural

Depois de algumas experiências iniciais com a captação de recursos, a empresa passa a reconhecer a necessidade de montar uma estrutura interna responsável pelo tema, criando processos e ferramentas dedicados a essa atividade.

Nessa fase, a empresa passa a identificar as etapas necessárias para a aplicação dos recursos, define as áreas envolvidas, organiza seu portfólio de projetos de inovação e passa a selecionar com mais critério as oportunidades que realmente conversam com sua estratégia.

Também é nesse momento que surgem os primeiros controles de prestação de contas e os treinamentos das equipes envolvidas, o que fortalece o relacionamento da empresa com todo o ecossistema de fomento.

Fase estratégica

Na fase estratégica, a empresa não depende mais da liberação pontual de recursos externos para tocar seus projetos, já que conta com estrutura própria e capacitada para atuar tanto na captação de recursos quanto no desenvolvimento de projetos de inovação de alta complexidade tecnológica, muitas vezes em parceria com ICTs ou empresas de base tecnológica.

As parcerias com órgãos públicos já estão consolidadas, e a empresa amadurece o suficiente para planejar o financiamento de seus projetos com base no conhecimento profundo de seus parceiros estratégicos de inovação.

Para viabilizar ainda mais suas iniciativas, a empresa também passa a consolidar parcerias internacionais, com universidades, centros de desenvolvimento tecnológico públicos e privados, incubadoras e parques tecnológicos.

Como a ABGi apoia a gestão estratégica de recursos da sua empresa

Ao longo de todo esse processo de amadurecimento, seja qual for a fase de maturidade em que sua empresa se encontra, a gestão estratégica de recursos à inovação depende de métodos, técnicas e ferramentas capazes de viabilizar cada uma das atividades descritas, do diagnóstico do ecossistema até a construção do mix de fomento mais adequado ao portfólio de projetos.

A ABGi acompanha empresas nessa jornada, ajudando a transformar a captação de recursos em um processo estruturado e previsível, alinhado tanto à estratégia de inovação quanto ao apetite de risco de cada organização, como o caso de sucesso da Klabin.

Se sua empresa quer avançar na gestão estratégica de recursos à inovação, entre em contato com os especialistas da ABGi Brasil e conheça também nossos conteúdos sobre fomento à inovação e sobre o incentivo fiscal da Lei do Bem.

Conteúdo atualizado em 15/07/2026

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