A fim de fomentar o desenvolvimento tecnológico do país e aumentar a competitividade da indústria nacional, o governo brasileiro tem disponibilizado mecanismos e incentivos fiscais robustos para reduzir a carga tributária (IRPJ, CSLL, IPI e IRRF) e estimular investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).
Historicamente, o setor automotivo foi pioneiro na adoção de regimes específicos, evoluindo do Inovar-Auto para o Rota 2030 e, atualmente, consolidando-se no Programa MOVER – Mobilidade Verde e Inovação. E a mudança de programas vem com mudanças conceituais.
Compreender a distinção técnica entre o que é considerado inovação (P&D) e o que é classificado como engenharia é vital para a correta captura de créditos financeiros neste novo cenário.
Neste artigo, discutimos estes conceitos com o olhar da experiência da ABGi, apoiando grandes empresas a navegar pelos programas automotivos.
Diferenças conceituais de inovação
O conceito de P&D e Engenharia no Programa MOVER
Pesquisa e Desenvolvimento (P&D)
Foca em atividades que visam o ineditismo e a superação de incertezas tecnológicas. No MOVER, isso inclui o desenvolvimento de novas tecnologias de propulsão (elétrica, híbrida a etanol, hidrogênio), sistemas de baterias e softwares de controle avançados.
Lembrando que o crédito financeiro para essas atividades pode chegar a até 320% dos dispêndios, dependendo do alcance das metas de sustentabilidade.
Leia também Programa MOVER: Calculadora dos indicadores para acréscimo dos créditos financeiros
Engenharia e Tecnologia Industrial
O conceito de engenharia no setor automotivo engloba a concepção de novos modelos baseados em plataformas existentes, desenvolvimento de ferramental, moldes, matrizes e a capacitação de fornecedores.
O MOVER reconhece que a engenharia é o braço executor que permite a escala industrial das inovações sustentáveis, sendo essencial para a modernização das linhas de produção e digitalização das fábricas.









