Carina Leão: Criando pontes entre os vários atores da inovação com a ABGi Brasil

Conheça a atuação da Carina Leão, Diretora de Tributos e Relações Institucionais da ABGI Brasil
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Apresentamos a nossa Diretora de Tributos e Relações Institucionais, Carina Leão, que hoje na ABGI, está a frente de projetos de incentivos fiscais à inovação tecnológica (Lei do Bem e Programa MOVER), captação de recursos financeiros e estruturação de Centros de P&D. Tem domínio principalmente no setor automotivo. Além da atuação nos projetos junto aos clientes, Carina também é responsável pela condução da estratégia de apoio ao desenvolvimento da Política Nacional de Inovação, tendo participação ativa em diversos grupos de trabalho, além da interlocução com stakeholders importantes do ecossistema de PD&I.

Sobre sua jornada na ABGI

Carina Leão: Criando pontes entre os vários atores da inovação com a ABGi Brasil

Trabalho na ABGI desde 2008. Minha história se confunde um pouco com a da própria empresa. Eu já tinha trabalhado com a sócia fundadora, Christimara Garcia, em outra empresa e quando ela decidiu empreender ficávamos “trocando figurinhas”. A ABGI, consultoria pioneira em Lei do Bem no Brasil, começou a crescer e a Christimara me convidou para fazer parte da equipe. Recebi esse convite como uma grande oportunidade de crescer junto com a empresa, aprender mais sobre o tema inovação, que era “novo” para mim e para o mercado de uma forma geral. Minha formação é em direito e tenho especialização em gestão estratégica de tributos. Na época, era difícil explicar para familiares e amigos que eu trabalhava com inovação.

O papel como Diretora de Tributos e Relações Institucionais e o que mudou ao longo do tempo

Além de acompanhar o dia a dia dos projetos, principalmente a parte financeira da apuração dos benefícios fiscais, atuo também na interlocução com o governo e entidades/associações de classe, com o objetivo de contribuir para a aprimoramento e ampliação das políticas de financiamento a inovação.

Nesse sentido, acompanho as alterações e proposições legislativas relacionadas as políticas públicas a inovação, participo de grupos de estudos/trabalho voltados para o aperfeiçoamento e/ou construção de mecanismos de fomento, por exemplo, a elaboração do Guia da Lei do Bem da ANPEI/MCTIC, discussões dos regimes automotivos: Inovar Auto, Rota 2030, Programa MOVER, dentre outros.

Minha atuação tem como objetivo criar pontes entre os vários atores para disseminação da importância dos recursos financeiros para alavancagem das inovações nas empresas.

Tenho o prazer de acompanhar uma equipe especializada, que conhece profundamente o ecossistema de inovação. Na ABGI, temos como um valor o compartilhamento desse conhecimento. Acreditamos que nos tornamos mais especializados quando nos propomos a compartilhar o conhecimento com a comunidade.

Nessa linha, apoiamos a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) participando, juntamente com outros parceiros da CNI, na atualização do MEI Tools (ferramenta que reúne informações detalhadas de mecanismos financeiros vigentes para apoiar a inovação na empresa), elaboramos o Guia de fomento da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), um ebook de oportunidades de recursos financeiros específico para o setor de software.

Estamos sempre abertos a novas parcerias quando identificamos um alinhamento de propósitos e a oportunidade de disseminar nosso conhecimento prático, para que as empresas possam inovar mais, tendo as oportunidades de fomento como um meio para viabilizar atividades de PD&I.

Acho que já evoluímos muito na interlocução com órgãos e entidades governamentais. Percebo que o governo está mais aberto a interação e a construção conjunta de mecanismos de fomento, se mostrando mais disposto a ouvir as necessidades do setor produtivo com o intuito de criar mecanismos mais aderentes. Sempre contribuímos com as Consultas Públicas que são disponibilizadas como forma de levar a perspectiva das empresas.

Ainda temos muito a desenvolver, mas encontro muitas pessoas bem intencionadas e competentes querendo aprimorar de forma criativa os mecanismos de fomento.

Principais desafios atuais

A inovação é feita por pessoas. O nosso grande desafio é manter o nosso DNA, os nossos valores e propósitos. Escutar e entender as necessidades reais dos nossos clientes e conectá-las à realidade das políticas públicas. Repensar, de forma criativa, os mecanismos de fomento à inovação no Brasil.

Inovar é um desafio constante. Vivenciamos a inovação diariamente, na ABGI, nos nossos clientes, no relacionamento com governo e parceiros, acredito que temos que nos manter constantemente vigilante para deixar a inovação acontecer.

Como vê o futuro

Eu sou uma entusiasta do tema inovação, vejo as empresas cada vez mais maduras para esse tema. Os gestores das empresas, além de considerarem a importância da inovação, também a consideram como uma prioridade em suas decisões estratégicas. Hoje recebemos demandas dos nossos clientes de serviços que ofertamos há anos, mas que apenas hoje faz sentido para eles.

Cada vez mais as empresas estão percebendo a importância de uma gestão estratégica dos recursos financeiros para inovação, buscando como podem utilizar as oportunidades de forma inteligente, não ficando “reféns” do budget para a realização das atividades de PD&I. E como financiar essas atividades com recursos de terceiros, inclusive com recursos privados, atividades que antes ficavam a mercê de aprovação de um orçamento. Lembrando que estamos falando de projetos de inovação que em sua essência já trazem riscos para as companhias.

Pela especialização da nossa equipe e pelo profundo conhecimento do ecossistema e da gestão de portfólio, temos apoiado cada vez mais os nossos clientes a estruturarem uma governança de recursos financeiros para inovação, adequando e/ou construindo ferramentas para priorização do portfólio de inovação, com o intuito de identificar de forma ágil o potencial de inovação e de fomento dos seus projetos e programas de PD&I. Assim, é uma tendência que as empresas passem a incorporar na Gestão da Inovação, governança, processo e ferramentas para a Gestão Estratégica de Recursos Financeiros à Inovação, vale conhecer nossa atuação nesta frente.

Cenário das Políticas Públicas no País

Estou acompanhando de perto todas as iniciativas que podem impactar os recursos financeiros para inovação, direta ou indiretamente. Nesse sentido, nossa equipe está de olho nos avanços das PECs (Proposta de Emenda à Constituição) do Plano Brasil Mais, dentre elas a da Reforma Tributária e especialmente a que prevê a revisão dos fundos públicos, permitindo a desvinculação do caixa a ele ligados para o abatimento de dívidas. Temos que ficar muito atentos aos contingenciamentos e esvaziamento de recursos para CT&I.

No que se refere aos incentivos fiscais à inovação, no caso da Lei do Bem já está em curso no MCTIC ações de melhorias no formulário eletrônico de prestação de contas (FORMP&D) e na avaliação dos projetos pelos CATs (Comitês de Auxílio Técnico).

A Lei de Informática que necessitava de ajustes em razão dos questionamentos sofridos na OMC (Organização Mundial do Comércio) contou com a publicação da Nova Lei (Lei 13.969/19), alterando a política industrial para o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Semicondutores, vale ler nossa análise.

A expectativas são altas e todas publicações que têm impacto para as empresas, eu e a equipe elaboramos análises e sugestões de boas práticas para o blog da ABGI.

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