Avanços tecnológicos no Setor Elétrico: O papel crucial do TRL no PROPDI 

Empresas do setor precisam dominar o guia de TRL da ANEEL para alcançar resultados e sucesso em seu portfólio de PD&I.
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Abgi

A ANEEL considera a análise de prontidão tecnológica, com base no Technology Readiness Level (TRL), uma importante metodologia para análise dos projetos do setor elétrico. Dessa forma, é essencial que as empresas entendam e analisem seus projetos de acordo com as novas orientações para se manterem alinhadas ao programa, buscando um portfólio de PD&I com alto nível de maturidade. 

Neste artigo, vamos explorar a importância do TRL e sua relação com o setor elétrico, passos para a avaliação da maturidade tecnológica e sua influência no sucesso do portfólio de PD&I. 

 

TRL no Setor Elétrico 

Recentemente, a ANEEL passou a exigir que os projetos do PROPDI sejam classificados conforme a metodologia do TRL, evidenciando a sua evolução durante o período de desenvolvimento do projeto. Esta mudança destaca a necessidade da compreensão sobre o TRL por parte das empresas para alinhar seus projetos às expectativas regulatórias e estratégicas em conformidade com o Guia de Avaliação da Maturidade Tecnológica da ANEEL. 

O TRL desempenha um papel fundamental para avaliar o desenvolvimento de tecnologias inovadoras, impulsionando a inovação  e transição  energética do setor elétrico. Avaliar a maturidade tecnológica com a metodologia do TRL permite que empresas e os reguladores tomem decisões informadas sobre investimentos, minimizando riscos e direcionando recursos para projetos com alto potencial de resultados e retorno sobre o investimento em inovação.  

 

O que é TRL? 

TRL é a sigla para Technology Readiness Level ou Nível de Prontidão Tecnológica, em português, uma metodologia utilizada para avaliar o grau de maturidade de uma determinada tecnologia. Essa escala foi originalmente desenvolvida pela NASA nos anos 1970 para avaliar o estágio de desenvolvimento de tecnologias espaciais, mas desde então tem sido adaptada e adotada por diversos setores industriais, órgãos de fomento e agências internacionais para medir o progresso de inovações tecnológicas. 

O Guia de Avaliação da Maturidade Tecnológica da ANEEL define o TRL em uma escala de 1 a 9 de acordo com as etapas de desenvolvimento de um projeto do setor, abrangendo desde a pesquisa básica até a tecnologia em operação

TRL setor energia

Aplicando na prática a metodologia do TRL  

O Guia elaborado pela ANEEL oferece diretrizes claras para o investimento em P&D, logo, as empresas podem operar de forma eficiente, direcionando esforços em consonância aos objetivos estratégicos e regulatórios. 

Além disso, o guia faz parte do  Plano Estratégico Quinquenal de Inovação da ANEEL, que determina, dentre seus resultados chave (KR), a importância de equilibrar o portfólio de PDI com projetos que possuam TRL maior que 6. 

Agora, é papel dos profissionais do setor aprofundar seus conhecimentos, encarando o TRL como uma bússola que apoia o sucesso dos projetos. Ao adotar uma abordagem orientada pelo TRL, as empresas podem promover a integração eficaz de tecnologias avançadas, realizar parcerias estratégicas, se posicionar na vanguarda do mercado, e contribuir para o desenvolvimento contínuo do setor de energia. 

 

Passo a passo para a Avaliação de Maturidade Tecnológica  

O guia da ANEEL apresenta um roteiro detalhado para a Avaliação da Maturidade Tecnológica (AMT) de projetos e produtos com base na escala TRL. Vamos explorar cada passo do guia: 

  1. Preparar um plano e identificar a equipe de AMT

Definição dos elementos-chave para o processo, identificação dos membros da equipe e detalhamento do plano de avaliação. Exemplo:  

Plano: A equipe cria um plano detalhado para avaliar o veículo elétrico autônomo. Define metas, cronograma e responsabilidades. 

Equipe: Engenheiros, especialistas em IA, designers e gerentes de projeto. 

  1. Identificar as tecnologias críticas

Estabelecimento de um processo para selecionar os Elementos de Tecnologia Críticos (ETCs) necessários para o projeto. Exemplo:  

ETCs: Bateria de longa duração, sistema de direção autônoma, sensores de ambiente. 

  1. Avaliar as tecnologias críticas

Verificação das definições do TRL, determinação dos critérios de avaliação e atribuição de um TRL para cada ETC. Exemplo: 

Bateria: Verifica-se que a bateria atingiu TRL 7 (protótipo em ambiente relevante). 

Sistema de direção autônoma: TRL 6 (protótipo em ambiente simulado). 

Sensores de ambiente: TRL 5 (componentes em ambiente de teste). 

  1. Preparar relatório da AMT

Documentação dos resultados da avaliação, incluindo evidências e recomendações para os tomadores de decisão. Os relatórios devem informar anualmente o avanço no nível de TRL envolvido em cada projeto. Por exemplo:  

Recomenda-se investir mais em testes de campo para elevar o TRL dos sensores. 

  1. Uso do relatório da AMT

Uso das informações para orientar decisões estratégicas e operacionais relacionadas ao desenvolvimento e implementação de tecnologias. 

 

Conte com a ABGi para alavancar seus projetos 

Conscientes da importância estratégica do TRL e do Guia para o sucesso no setor elétrico, convidamos as empresas a explorarem as soluções ABGi.  

A ABGi Brasil oferece suporte especializado para auxiliar sua empresa na avaliação e adequação do portfólio de PD&I, conforme as diretrizes do PEQuI, incluindo o Guia de Avaliação da Maturidade Tecnológica da ANEEL. 

Entre em contato conosco e vamos conversar sobre a maximização dos benefícios dos incentivos do PROPDI. 

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